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domingo, 20 de novembro de 2016

Painéis solares espaciais poderão enviar energia elétrica sem fios para qualquer ponto do mundo


Os japoneses estão a desenvolver tecnologia de transmissão de energia sem fios proveniente de painéis solares espaciais.
A ideia é futurista. Já pensou em como seria não ter que recarregar o seu telemóvel durante todo o dia?
Depois de os japoneses apostarem na tecnologia sem fio para a internet e de serem capazes de transmitir energia elétrica sem fios para pneus de carros, a aposta agora concentra-se em desenvolver um sistema capaz de enviar grandes quantidades de energia elétrica à distância.
Criar um painel solar no espaço que seja capaz de concentrar grandes quantidades de energia e as enviar a vários recetores na terra, via micro-ondas, e que não seja influenciado pela própria meteorologia é o foco de uma equipa de investigadores japoneses.
Para já, a distância conseguida para a transmissão de energia foi de 50 metros, ainda que sejam reconhecidas perdas neste processo.
E foi no Japão, durante a feira de eletrónica Ceatec que a Japan Space Systems deu a conhecer algumas das antenas capazes de receber as transmissões de ondas micro-ondas de alta potência. São antenas sintonizadas na frequência de 5.8GHz e chamam-se “Rectenna”.
Uma rectenna é uma antena retificadora, uma antena especial que é usada para converter energia eletromagnética em corrente elétrica contínua DC.
A antena capaz de transmitir energia a uma distância de 50 metros envia 1.8 kilowatts, mede 1,2 metros quadrados e é capaz de armazenar 340 watts de uma outra antena recetora (com 2,6 metros por 2,3 metros).
Mas que outros impactos poderão ter estes avanços tecnológicos ao serem capazes de concentrar grandes quantidades de energia do sol e enviá-las para a Terra?
Enviar energia para áreas atingidas por desastres naturais é um desejo que poderá ser real e útil a muitas populações, bem como enviar energia a curta distância a fábricas para que máquinas, estações de trabalho e sensores possam laborar sem precisar de novos cabos de alimentação.
Estas ideias não são novas e já outros países tentaram fazer esta recolha de energia solar no espaço.
A Mitsubishi Heavy Industries também se encontra a trabalhar com o objetivo de enviar energia à distância e já foi capaz, no ano passado, de enviar 10kW de energia a uma distância de aproximadamente 500 metros.
Para o conseguir, os investigadores recorreram a amplas matrizes de transmissão e receção.
Por agora, a principal preocupação dos japoneses é reduzir perdas de transmissão que ainda se registam de forma significativa.
Resta-nos continuar a sonhar e aguardar que estes objetivos futuristas se concretizem muito rapidamente, cumprindo sempre uma preocupação ambiental e simplificadora da vida atual.

Energias Renováveis

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Torre criada por arquitetos é capaz de captar 100 litros de água por dia


O "Warka Water" foi lançado em 2012 na Bienal de Veneza é uma criação do arquiteto Italiano Arturo Vittori e do Suíço Andreas Vogler, do estúdio Architecture and Vision.

A ideia é que a enorme torre consiga recolher a humidade do ar, por condensação, e depositar a água resultante num recipiente. A torre tem 10 metros e é capaz de gerar 100 litros de água por dia. 

A estrutura é feita em bambu e tem um revestimento de plástico reciclado, tudo para que não sejam necessários materiais poluentes. 

Tudo é muito fácil de montar, por módulos, e no final apenas pesa 60 kg. 

A invenção foi concebida para que a água potável chegue a sítios onde é quase impossível de existir de forma natural. A torre está a sendo utilizada na Etiópia e apenas podemos esperar que rapidamente chegue a todos os países que sofrem com a falta de água.

Dessa forma, melhoram-se substancialmente as condições de vida daquelas pessoas, bem como a sua forma de subsistência.


Fonte: http://www.warkawater.org/design

Fotos:






domingo, 13 de novembro de 2016

Reuso de Água de esgoto serve para irrigar pasto e cultivar palma no RN


Na grave crise de falta d´água do Nordeste, uma experiência que abre novos caminhos acontece no Rio Grande do Norte. Para o Nordeste seco, sempre se fala em perfuração de poços, construção de barragens, transposição, mas uma alternativa se abre com o reuso de água, reuso do esgoto de cidade, que tratado, pode ser muito bem-vindo na agricultura.


Em Santana do Seridó, agricultores e zootecnistas aprenderam a reverenciar a água. Localizado bem na divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba, o município é cortado por afluentes do Rio Seridó, cursos d’água temporários, que correm por apenas dois ou três meses do ano, quando é ano de chuva.
Só que em vez de ficar se lamentando pelo leito seco, alguém propôs que se olhasse para uma outra fonte de água para a qual a maioria das pessoas torce o nariz e tem até nojo, mas que pode funcionar como um rio perene: é o esgoto da cidade.

Quem propôs que o esgoto servisse como um rio perene, um fluxo continuo, foi o zootecnista e professor federal Ivan de Oliveira Junior, baseado no seguinte: os municípios do Seridó recebem água de longe, via adutora, às vezes dia sim, dia não ou só por algumas horas, mas a todo momento tem gente lavando roupa, usando o banheiro e tomando banho.

O projeto de reciclagem da água já recebeu troféus da ONU, da Caixa e levou o Prêmio Mandacaru, em dinheiro que foi revertido no próprio projeto.
Assista ao vídeo com a reportagem completa e veja como a obra de baixo custo irriga com água de reuso um campo de palma que tem capacidade para produzir 400 toneladas de matéria verde por ano.


Globo Rural

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Cientistas Holandeses criam aspirador de poluentes gigante

Um novo sistema criado na Holanda é capaz de aspirar partículas poluentes ultrafinas em um raio de 300 metros e até sete quilômetros de altura e tratar 800.000 metros cúbicos de ar por hora, é um sistema de filtros destinado a purificar o ar ambiente externo de quase todas as partículas finas e ultrafinas que prejudicam a saúde, e chamaram sua invenção do primeiro “aspirador” gigante deste tipo no mundo.

 “É um grande filtro industrial, de oito metros de comprimento, feito de aço, que seria colocado no topo dos edifícios, perto das zonas industriais” ou em aeroportos, disse à AFP Henk Boersen, porta-voz da start-up Envinity Group, que iniciou o projeto.
Este sistema inovador é capaz de aspirar o ar em um raio de 300 metros e até sete quilômetros de altura, tratar 800.000 metros cúbicos de ar por hora e filtrar 100% das partículas finas e 95% das partículas ultrafinas presentes no ar, segundo testes realizados com o protótipo.
“Uma grande coluna de ar atravessará o filtro e sairá limpa”, afirmou o porta-voz.
As partículas finas são liberadas na queima de madeira e outros combustíveis, assim como da combustão industrial, e são consideradas pela Agência Europeia do Ambiente “o poluente atmosférico mais nocivo para a saúde humana” no continente.
Cerca de 90% dos residentes da União Europeia estão expostos a níveis dessas partículas – que podem ser cancerígenas – acima dos recomendados pela Organização Mundial da Saúde.
Já as partículas ultrafinas são liberadas pelas emissões dos automóveis e aviões, de acordo com o Envinity Group, e podem causar danos ao sistema nervoso, infecções, câncer, asma, alergias, doenças respiratórias ou cardiovasculares.
Governos, empresas e aeroportos já

estão interessados no projeto, disse Boersen.
Para a start-up holandesa, este sistema ajudaria a tornar “mais estritos” os padrões europeus de partículas finas, que buscam principalmente “a redução da emissão na fonte”, diminuindo, por exemplo, a velocidade máxima nas estradas.
Outro sistema de purificação do ar, denominado “Smog Free Tower”, foi instalado no mês passado em Pequim e lançado pelo artista holandês Daan Roosegaarde.
É capaz de limpar até 30.000 metros cúbicos de ar por hora, recolhendo mais de 75% das partículas nocivas, disse o Studio Roosegaarde em um comunicado.
EngTek - Com informações da revista EXAME

domingo, 6 de novembro de 2016

EUA querem plano de ação contra tempestades solares

Evento climático
O presidente norte-americano, Barack Obama, baixou um decreto determinando que secretarias e várias agências governamentais tenham um plano para enfrentar o que o governo chama de "evento climático espacial".
Trata-se de uma atitude frente ao risco das tempestades solares, que neste ano passaram a ter mais precisão nas previsões do clima espacial.
Ainda não foi emitido um alerta e nem anunciada a iminência de uma grande explosão, mas o governo norte-americano parece decidido a se prevenir e evitar os custos maiores de uma remediação.
A propósito, uma tempestade solar de grande magnitude pode ocorrer em 2020, segundo estudo de pesquisadores da Universidade de Denver, publicado na revista científica Space Weather.
Vento e tempestades solares
O decreto de Obama pede aos órgãos governamentais que criem estratégias a serem adotadas durante quatro meses, antes e depois da ocorrência de um eventual fenômeno climático espacial.
Serviços de saúde, transporte e o abastecimento de água podem ser afetados porque tempestades solares são capazes de desativar a rede elétrica aqui na Terra, adverte o decreto presidencial. Ou seja, embora o governo fale em "clima espacial", a verdadeira preocupação é com as consequências terrestres.
O clima espacial é determinado por eventos que ocorrem no Sol, como o "vento" que lança no espaço plasma e descargas eletromagnéticas. O Sol tem ciclos de atividade de aproximadamente 11 anos, com períodos mais intensos seguidos por períodos de calmaria relativa.
As temidas tempestades originam-se nas manchas solares, regiões onde há uma redução de temperatura e pressão das massas gasosas no Sol.
Já o vento solar é uma rajada de partículas lançadas pelo Sol no espaço a uma velocidade de 3,2 milhões de quilômetros por hora. Mas como esse vento não é frequente e tem densidade baixa, a NASA destaca que ele é um bilhão de vezes mais fraco do que o vento atmosférico que sentimos aqui na Terra, com poucas chances de causar qualquer transtorno.
Eventos causados por tempestades solares
As partículas liberadas pelo Sol em direção à Terra normalmente não atingem a superfície do nosso planeta graças a um escudo magnético - a magnetosfera. Contudo, tempestades solares muito fortes são capazes de interromper sistemas de eletricidade, satélites, internet e todos os meios de telecomunicações, o que inclui sinais de telefone, rádio e TV.
O fenômeno também pode colocar em perigo voos comerciais, que ficam incomunicáveis nas rotas mais próximas dos pólos Norte e Sul, onde se concentra a maior parte das partículas solares.
Da mesma forma, as naves e satélites artificiais podem sofrer danos em componentes eletrônicos importantes, nos painéis solares e nos sistemas ópticos, como câmeras e sensores dos telescópios.
A NASA tem registrado vários eventos atribuídos ao clima espacial. O mais forte deles aconteceu há mais de 150 anos, em setembro de 1859, e foi batizado de Evento Carrington, em homenagem ao astrônomo Richard Carrington. Na época, estações telegráficas pegaram fogo e as redes sofreram grandes interrupções.
O fenômeno também causou um dos momentos mais tensos da Guerra Fria. Em maio de 1967, as comunicações militares dos EUA foram interrompidas, num episódio que chegou a ser interpretado como um "ato malicioso" que exigia resposta militar. Por sorte, a Força Aérea norte-americana já contava com um programa que monitorava o clima espacial e avisou a tempo que a interrupção tinha sido causada, na verdade, por uma tempestade solar.
Outro evento importante foi o colapso da rede elétrica da província canadense de Quebec, em março de 1989.
Um estudo de 2008 da Academia Nacional de Ciências dos EUA afirma que, se um evento parecido com o Evento Carrington ocorrer hoje, o impacto econômico seria de dois trilhões de dólares, 20 vezes maior do que o prejuízo causado pelo Furacão Katrina.

Com informações da BBC 
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