E uma caixa pequena e leve, um conjunto de esferas,
molas, fios, triângulos e placas de aço, plástico e ímãs pretende dar outra
perspectiva ao ensino de arquitetura e engenharia civil.
O Projeto Mola, desenvolvido por Márcio Sequeira de
Oliveira, arquiteto, pesquisador e agora empresário paraense, permite que os
alunos aprendam o conteúdo de estruturas físicas com mais apoio do que as
contas no papel. As peças são versáteis, e simulam efeitos como o vento e a
gravidade em diversos tipos de construção.
Márcio arrecadou na primeira campanha R$ 600 mil em 45 dias, a ideia, lançada em uma
plataforma de financiamento coletivo, bateu o recorde nacional em 2014, Estamos nos preparativos finais para o
lançamento do Mola 2, hoje passamos o dia no estúdio fotografando algumas
possibilidades que os novos produtos que lançaremos permitem! Os primeiros
apoiadores terão vantagens, por isso fique atento! No Cartaze, os
Kits possuem peças complementares permitindo a simulação de sistemas
estruturais diferentes, mas o mais importante é que eles são 100% compatíveis
permitindo que você junte as peças dos dois Kits e crie muito mais estruturas,
como se fosse um "Lego". O Mola 1 e Mola2 estarão disponíveis em
nossa campanha!
Márcio diz que atualmente há uma deficiência no ensino de estruturas tanto no Brasil como em outros países. "O ensino de estruturas praticado nas escolas de engenharia e arquitetura prioriza quase que exclusivamente a teoria apresentada através de números (cálculos), e isso torna o assunto muito abstrato. É unanimidade entre estudantes, professores e profissionais da área a carência por métodos mais eficientes que auxiliem no entendimento aprofundamento do assunto", explicou.
Márcio diz que atualmente há uma deficiência no ensino de estruturas tanto no Brasil como em outros países. "O ensino de estruturas praticado nas escolas de engenharia e arquitetura prioriza quase que exclusivamente a teoria apresentada através de números (cálculos), e isso torna o assunto muito abstrato. É unanimidade entre estudantes, professores e profissionais da área a carência por métodos mais eficientes que auxiliem no entendimento aprofundamento do assunto", explicou.
Segundo ele, apesar dessa deficiência, o
conhecimento das estruturas é "absolutamente necessário para todo
engenheiro e arquiteto, especialmente na fase de concepção de projeto".
Uma década de pesquisa
O paraense trabalha no projeto há dez anos. Durante um curso de pós-graduação em Belo Horizonte, ele afirmou que sentiu a necessidade de "compreender de forma tátil e visual o comportamento das estruturas arquitetônicas".
Existe uma demanda muito grande por um produto com essas características
não só no Brasil como também em outros países. Por
isso, ele dedicou sua dissertação de mestrado na Universidade Federal de Ouro
Preto (Ufop) ao estudo e validação de um projeto de modelo de estruturas que
representasse fielmente o comportamento das estruturas das obras reais.
"Nós comprovamos através de comparações com estruturas simuladas em
softwares de estruturas que o Mola tem um comportamento muito similar ao de uma
estrutura real."
Antes de chegar à mola como material principal do
modelo, o paraense testou outros tipos de materiais, como madeira e borracha,
mas nenhum deles chegou ao resultado desejado. Oliveira explica, porém, que a
ideia da mola acabou aparecendo em um momento inesperado de inspiração: quando
ele trocava a resistência do chuveiro, e precisou manusear uma peça parecida
com a que acabou garantindo o sucesso do seu modelo.
Rejeição de investidores
Oliveira apresentou sua pesquisa de mestrado em congressos no Brasil e no exterior, e diz sempre ter recebido respostas positivas sobre a ideia, e pedidos para a produção dos modelos para venda. Sem dinheiro para o investimento inicial, ele buscou edital de leis de incentivo e investidores que acreditassem no projeto, mas as duas frentes de financiamento fracassaram.
"Não achei opções de lei de incentivo para
projetos de educação, só de cultura e esporte. E ouvi dos investidores que o
meu projeto era para um nicho específico, e que não haveria demanda."
Foi então que ele decidiu arriscar e anunciou seu
projeto na plataforma Catarse. Sua meta era arrecadar, em 45 dias, R$ 50 mil.
"A idéia inicial era produzir uma tiragem piloto, entre 100 e 150
kits", explicou o pesquisador, que logo percebeu o alcance da proposta.
Apoiadores de 30 países
A meta inicial foi alcançada em apenas três dias. Ao final dos 45 dias, ele havia arrecadado mais de R$ 600 mil, valor recorde, até então, de financiamentos feitos coletivamente no Brasil. No caso do Mola, a plataforma serviu paralelamente para a "pré-venda" dos kits: a maior parte dos apoios foi de cerca de R$ 350, o preço mínimo para que o apoiador recebesse um kit em casa.
"Existe uma demanda muito grande por um
produto com essas características não só no Brasil como também em outros
países. Isso explica o volume de apoios recebidos durante a campanha. Foram
1583 apoios vindos de 30 países, distribuídos nos 5 continentes", lembrou
ele.
Essa demanda fez com que Márcio mudasse seus planos
de carreira. Antes do financiamento coletivo, o Mola era um projeto paralelo
que ele mantinha junto com o trabalho de arquiteto. Desde então, ele precisou
abrir a própria empresa e passar a se dedicar prioritariamente ao modelo de
ensino de estruturas, que a partir deste mês começa a chegar aos apoiadores, e
em breve será relançamento para novas vendas.
Participe da Campanha:http://molamodel.com/mola2/
