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domingo, 20 de novembro de 2016

Painéis solares espaciais poderão enviar energia elétrica sem fios para qualquer ponto do mundo


Os japoneses estão a desenvolver tecnologia de transmissão de energia sem fios proveniente de painéis solares espaciais.
A ideia é futurista. Já pensou em como seria não ter que recarregar o seu telemóvel durante todo o dia?
Depois de os japoneses apostarem na tecnologia sem fio para a internet e de serem capazes de transmitir energia elétrica sem fios para pneus de carros, a aposta agora concentra-se em desenvolver um sistema capaz de enviar grandes quantidades de energia elétrica à distância.
Criar um painel solar no espaço que seja capaz de concentrar grandes quantidades de energia e as enviar a vários recetores na terra, via micro-ondas, e que não seja influenciado pela própria meteorologia é o foco de uma equipa de investigadores japoneses.
Para já, a distância conseguida para a transmissão de energia foi de 50 metros, ainda que sejam reconhecidas perdas neste processo.
E foi no Japão, durante a feira de eletrónica Ceatec que a Japan Space Systems deu a conhecer algumas das antenas capazes de receber as transmissões de ondas micro-ondas de alta potência. São antenas sintonizadas na frequência de 5.8GHz e chamam-se “Rectenna”.
Uma rectenna é uma antena retificadora, uma antena especial que é usada para converter energia eletromagnética em corrente elétrica contínua DC.
A antena capaz de transmitir energia a uma distância de 50 metros envia 1.8 kilowatts, mede 1,2 metros quadrados e é capaz de armazenar 340 watts de uma outra antena recetora (com 2,6 metros por 2,3 metros).
Mas que outros impactos poderão ter estes avanços tecnológicos ao serem capazes de concentrar grandes quantidades de energia do sol e enviá-las para a Terra?
Enviar energia para áreas atingidas por desastres naturais é um desejo que poderá ser real e útil a muitas populações, bem como enviar energia a curta distância a fábricas para que máquinas, estações de trabalho e sensores possam laborar sem precisar de novos cabos de alimentação.
Estas ideias não são novas e já outros países tentaram fazer esta recolha de energia solar no espaço.
A Mitsubishi Heavy Industries também se encontra a trabalhar com o objetivo de enviar energia à distância e já foi capaz, no ano passado, de enviar 10kW de energia a uma distância de aproximadamente 500 metros.
Para o conseguir, os investigadores recorreram a amplas matrizes de transmissão e receção.
Por agora, a principal preocupação dos japoneses é reduzir perdas de transmissão que ainda se registam de forma significativa.
Resta-nos continuar a sonhar e aguardar que estes objetivos futuristas se concretizem muito rapidamente, cumprindo sempre uma preocupação ambiental e simplificadora da vida atual.

Energias Renováveis

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Torre criada por arquitetos é capaz de captar 100 litros de água por dia


O "Warka Water" foi lançado em 2012 na Bienal de Veneza é uma criação do arquiteto Italiano Arturo Vittori e do Suíço Andreas Vogler, do estúdio Architecture and Vision.

A ideia é que a enorme torre consiga recolher a humidade do ar, por condensação, e depositar a água resultante num recipiente. A torre tem 10 metros e é capaz de gerar 100 litros de água por dia. 

A estrutura é feita em bambu e tem um revestimento de plástico reciclado, tudo para que não sejam necessários materiais poluentes. 

Tudo é muito fácil de montar, por módulos, e no final apenas pesa 60 kg. 

A invenção foi concebida para que a água potável chegue a sítios onde é quase impossível de existir de forma natural. A torre está a sendo utilizada na Etiópia e apenas podemos esperar que rapidamente chegue a todos os países que sofrem com a falta de água.

Dessa forma, melhoram-se substancialmente as condições de vida daquelas pessoas, bem como a sua forma de subsistência.


Fonte: http://www.warkawater.org/design

Fotos:






domingo, 13 de novembro de 2016

Reuso de Água de esgoto serve para irrigar pasto e cultivar palma no RN


Na grave crise de falta d´água do Nordeste, uma experiência que abre novos caminhos acontece no Rio Grande do Norte. Para o Nordeste seco, sempre se fala em perfuração de poços, construção de barragens, transposição, mas uma alternativa se abre com o reuso de água, reuso do esgoto de cidade, que tratado, pode ser muito bem-vindo na agricultura.


Em Santana do Seridó, agricultores e zootecnistas aprenderam a reverenciar a água. Localizado bem na divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba, o município é cortado por afluentes do Rio Seridó, cursos d’água temporários, que correm por apenas dois ou três meses do ano, quando é ano de chuva.
Só que em vez de ficar se lamentando pelo leito seco, alguém propôs que se olhasse para uma outra fonte de água para a qual a maioria das pessoas torce o nariz e tem até nojo, mas que pode funcionar como um rio perene: é o esgoto da cidade.

Quem propôs que o esgoto servisse como um rio perene, um fluxo continuo, foi o zootecnista e professor federal Ivan de Oliveira Junior, baseado no seguinte: os municípios do Seridó recebem água de longe, via adutora, às vezes dia sim, dia não ou só por algumas horas, mas a todo momento tem gente lavando roupa, usando o banheiro e tomando banho.

O projeto de reciclagem da água já recebeu troféus da ONU, da Caixa e levou o Prêmio Mandacaru, em dinheiro que foi revertido no próprio projeto.
Assista ao vídeo com a reportagem completa e veja como a obra de baixo custo irriga com água de reuso um campo de palma que tem capacidade para produzir 400 toneladas de matéria verde por ano.


Globo Rural

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Cientistas Holandeses criam aspirador de poluentes gigante

Um novo sistema criado na Holanda é capaz de aspirar partículas poluentes ultrafinas em um raio de 300 metros e até sete quilômetros de altura e tratar 800.000 metros cúbicos de ar por hora, é um sistema de filtros destinado a purificar o ar ambiente externo de quase todas as partículas finas e ultrafinas que prejudicam a saúde, e chamaram sua invenção do primeiro “aspirador” gigante deste tipo no mundo.

 “É um grande filtro industrial, de oito metros de comprimento, feito de aço, que seria colocado no topo dos edifícios, perto das zonas industriais” ou em aeroportos, disse à AFP Henk Boersen, porta-voz da start-up Envinity Group, que iniciou o projeto.
Este sistema inovador é capaz de aspirar o ar em um raio de 300 metros e até sete quilômetros de altura, tratar 800.000 metros cúbicos de ar por hora e filtrar 100% das partículas finas e 95% das partículas ultrafinas presentes no ar, segundo testes realizados com o protótipo.
“Uma grande coluna de ar atravessará o filtro e sairá limpa”, afirmou o porta-voz.
As partículas finas são liberadas na queima de madeira e outros combustíveis, assim como da combustão industrial, e são consideradas pela Agência Europeia do Ambiente “o poluente atmosférico mais nocivo para a saúde humana” no continente.
Cerca de 90% dos residentes da União Europeia estão expostos a níveis dessas partículas – que podem ser cancerígenas – acima dos recomendados pela Organização Mundial da Saúde.
Já as partículas ultrafinas são liberadas pelas emissões dos automóveis e aviões, de acordo com o Envinity Group, e podem causar danos ao sistema nervoso, infecções, câncer, asma, alergias, doenças respiratórias ou cardiovasculares.
Governos, empresas e aeroportos já

estão interessados no projeto, disse Boersen.
Para a start-up holandesa, este sistema ajudaria a tornar “mais estritos” os padrões europeus de partículas finas, que buscam principalmente “a redução da emissão na fonte”, diminuindo, por exemplo, a velocidade máxima nas estradas.
Outro sistema de purificação do ar, denominado “Smog Free Tower”, foi instalado no mês passado em Pequim e lançado pelo artista holandês Daan Roosegaarde.
É capaz de limpar até 30.000 metros cúbicos de ar por hora, recolhendo mais de 75% das partículas nocivas, disse o Studio Roosegaarde em um comunicado.
EngTek - Com informações da revista EXAME

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Setor da construção civil ver luz no fim do túnel com retomadas de obras do PAC



O efeito da crise foi devastador. Sem novas obras públicas, com poucos prédios sendo construídos pelo país, o setor da construção civil foi um dos que mais viram empregos desaparecerem. Em crise os campeões disparados são a construção civil e o comércio varejista, que ao longo dos últimos dois anos, com o acirramento da crise econômica, fecharam, respectivamente, 435.268 e 74.986 vagas em todo o país.
Mas agora uma luz no fim do túnel aparenta mudar essa situação com a retomada de obras publicas que foram paralisadas com a crise e os escândalos de corrupção, com isso o governo federal, anunciou, nesta segunda-feira (7), que investirá cerca de R$ 2,073 bilhões para retomar obras paralisadas no País. Nas contas do governo, a reativação dos canteiros de obras pode gerar até 45 mil empregos.
São aproximadamente 1,6 mil obras paralisadas que serão retomadas no País. Elas estão distribuídas por 1.071 municípios brasileiros. São creches, pré-escolas, unidades básicas de saúde e até aeroportos.

A confiança dos donos de construtoras, por exemplo, já anda para frente há seis meses consecutivos, conforme mostra indicador calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A recuperação é expressiva no segmento de preparação do terreno, atividade que costuma registrar aceleração no início efetivo de obras previamente contratadas.

Por: Redação Engetek
Fonte: Portal Planalto

domingo, 6 de novembro de 2016

EUA querem plano de ação contra tempestades solares

Evento climático
O presidente norte-americano, Barack Obama, baixou um decreto determinando que secretarias e várias agências governamentais tenham um plano para enfrentar o que o governo chama de "evento climático espacial".
Trata-se de uma atitude frente ao risco das tempestades solares, que neste ano passaram a ter mais precisão nas previsões do clima espacial.
Ainda não foi emitido um alerta e nem anunciada a iminência de uma grande explosão, mas o governo norte-americano parece decidido a se prevenir e evitar os custos maiores de uma remediação.
A propósito, uma tempestade solar de grande magnitude pode ocorrer em 2020, segundo estudo de pesquisadores da Universidade de Denver, publicado na revista científica Space Weather.
Vento e tempestades solares
O decreto de Obama pede aos órgãos governamentais que criem estratégias a serem adotadas durante quatro meses, antes e depois da ocorrência de um eventual fenômeno climático espacial.
Serviços de saúde, transporte e o abastecimento de água podem ser afetados porque tempestades solares são capazes de desativar a rede elétrica aqui na Terra, adverte o decreto presidencial. Ou seja, embora o governo fale em "clima espacial", a verdadeira preocupação é com as consequências terrestres.
O clima espacial é determinado por eventos que ocorrem no Sol, como o "vento" que lança no espaço plasma e descargas eletromagnéticas. O Sol tem ciclos de atividade de aproximadamente 11 anos, com períodos mais intensos seguidos por períodos de calmaria relativa.
As temidas tempestades originam-se nas manchas solares, regiões onde há uma redução de temperatura e pressão das massas gasosas no Sol.
Já o vento solar é uma rajada de partículas lançadas pelo Sol no espaço a uma velocidade de 3,2 milhões de quilômetros por hora. Mas como esse vento não é frequente e tem densidade baixa, a NASA destaca que ele é um bilhão de vezes mais fraco do que o vento atmosférico que sentimos aqui na Terra, com poucas chances de causar qualquer transtorno.
Eventos causados por tempestades solares
As partículas liberadas pelo Sol em direção à Terra normalmente não atingem a superfície do nosso planeta graças a um escudo magnético - a magnetosfera. Contudo, tempestades solares muito fortes são capazes de interromper sistemas de eletricidade, satélites, internet e todos os meios de telecomunicações, o que inclui sinais de telefone, rádio e TV.
O fenômeno também pode colocar em perigo voos comerciais, que ficam incomunicáveis nas rotas mais próximas dos pólos Norte e Sul, onde se concentra a maior parte das partículas solares.
Da mesma forma, as naves e satélites artificiais podem sofrer danos em componentes eletrônicos importantes, nos painéis solares e nos sistemas ópticos, como câmeras e sensores dos telescópios.
A NASA tem registrado vários eventos atribuídos ao clima espacial. O mais forte deles aconteceu há mais de 150 anos, em setembro de 1859, e foi batizado de Evento Carrington, em homenagem ao astrônomo Richard Carrington. Na época, estações telegráficas pegaram fogo e as redes sofreram grandes interrupções.
O fenômeno também causou um dos momentos mais tensos da Guerra Fria. Em maio de 1967, as comunicações militares dos EUA foram interrompidas, num episódio que chegou a ser interpretado como um "ato malicioso" que exigia resposta militar. Por sorte, a Força Aérea norte-americana já contava com um programa que monitorava o clima espacial e avisou a tempo que a interrupção tinha sido causada, na verdade, por uma tempestade solar.
Outro evento importante foi o colapso da rede elétrica da província canadense de Quebec, em março de 1989.
Um estudo de 2008 da Academia Nacional de Ciências dos EUA afirma que, se um evento parecido com o Evento Carrington ocorrer hoje, o impacto econômico seria de dois trilhões de dólares, 20 vezes maior do que o prejuízo causado pelo Furacão Katrina.

Com informações da BBC 

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Kit Mola uma revolução no ensino de arquitetura e Engenharia


E uma caixa pequena e leve, um conjunto de esferas, molas, fios, triângulos e placas de aço, plástico e ímãs pretende dar outra perspectiva ao ensino de arquitetura e engenharia civil.

O Projeto Mola, desenvolvido por Márcio Sequeira de Oliveira, arquiteto, pesquisador e agora empresário paraense, permite que os alunos aprendam o conteúdo de estruturas físicas com mais apoio do que as contas no papel. As peças são versáteis, e simulam efeitos como o vento e a gravidade em diversos tipos de construção.


Márcio arrecadou na primeira campanha R$  600 mil em 45 dias, a ideia, lançada em uma plataforma de financiamento coletivo, bateu o recorde nacional em 2014, Estamos nos preparativos finais para o lançamento do Mola 2, hoje passamos o dia no estúdio fotografando algumas possibilidades que os novos produtos que lançaremos permitem! Os primeiros apoiadores terão vantagens, por isso fique atento! No Cartaze, os Kits possuem peças complementares permitindo a simulação de sistemas estruturais diferentes, mas o mais importante é que eles são 100% compatíveis permitindo que você junte as peças dos dois Kits e crie muito mais estruturas, como se fosse um "Lego". O Mola 1 e Mola2 estarão disponíveis em nossa campanha! 
Márcio diz que atualmente há uma deficiência no ensino de estruturas tanto no Brasil como em outros países. "O ensino de estruturas praticado nas escolas de engenharia e arquitetura prioriza quase que exclusivamente a teoria apresentada através de números (cálculos), e isso torna o assunto muito abstrato. É unanimidade entre estudantes, professores e profissionais da área a carência por métodos mais eficientes que auxiliem no entendimento aprofundamento do assunto", explicou.

Segundo ele, apesar dessa deficiência, o conhecimento das estruturas é "absolutamente necessário para todo engenheiro e arquiteto, especialmente na fase de concepção de projeto".

Uma década de pesquisa

O paraense trabalha no projeto há dez anos. Durante um curso de pós-graduação em Belo Horizonte, ele afirmou que sentiu a necessidade de "compreender de forma tátil e visual o comportamento das estruturas arquitetônicas".
Existe uma demanda muito grande por um produto com essas características não só no Brasil como também em outros países. Por isso, ele dedicou sua dissertação de mestrado na Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) ao estudo e validação de um projeto de modelo de estruturas que representasse fielmente o comportamento das estruturas das obras reais. "Nós comprovamos através de comparações com estruturas simuladas em softwares de estruturas que o Mola tem um comportamento muito similar ao de uma estrutura real."
Antes de chegar à mola como material principal do modelo, o paraense testou outros tipos de materiais, como madeira e borracha, mas nenhum deles chegou ao resultado desejado. Oliveira explica, porém, que a ideia da mola acabou aparecendo em um momento inesperado de inspiração: quando ele trocava a resistência do chuveiro, e precisou manusear uma peça parecida com a que acabou garantindo o sucesso do seu modelo.

Rejeição de investidores

Oliveira apresentou sua pesquisa de mestrado em congressos no Brasil e no exterior, e diz sempre ter recebido respostas positivas sobre a ideia, e pedidos para a produção dos modelos para venda. Sem dinheiro para o investimento inicial, ele buscou edital de leis de incentivo e investidores que acreditassem no projeto, mas as duas frentes de financiamento fracassaram.
"Não achei opções de lei de incentivo para projetos de educação, só de cultura e esporte. E ouvi dos investidores que o meu projeto era para um nicho específico, e que não haveria demanda."
Foi então que ele decidiu arriscar e anunciou seu projeto na plataforma Catarse. Sua meta era arrecadar, em 45 dias, R$ 50 mil. "A idéia inicial era produzir uma tiragem piloto, entre 100 e 150 kits", explicou o pesquisador, que logo percebeu o alcance da proposta.

Apoiadores de 30 países

A meta inicial foi alcançada em apenas três dias. Ao final dos 45 dias, ele havia arrecadado mais de R$ 600 mil, valor recorde, até então, de financiamentos feitos coletivamente no Brasil. No caso do Mola, a plataforma serviu paralelamente para a "pré-venda" dos kits: a maior parte dos apoios foi de cerca de R$ 350, o preço mínimo para que o apoiador recebesse um kit em casa.
"Existe uma demanda muito grande por um produto com essas características não só no Brasil como também em outros países. Isso explica o volume de apoios recebidos durante a campanha. Foram 1583 apoios vindos de 30 países, distribuídos nos 5 continentes", lembrou ele.
Essa demanda fez com que Márcio mudasse seus planos de carreira. Antes do financiamento coletivo, o Mola era um projeto paralelo que ele mantinha junto com o trabalho de arquiteto. Desde então, ele precisou abrir a própria empresa e passar a se dedicar prioritariamente ao modelo de ensino de estruturas, que a partir deste mês começa a chegar aos apoiadores, e em breve será relançamento para novas vendas.

Participe da Campanha:http://molamodel.com/mola2/


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Alumínio ganha força na construção civil e ajuda a economia do país

O grande desafio nos dias atuais dos engenheiros e arquitetos é desenvolver projetos sustentáveis
O Grande desafio nos dias atuais dos engenheiros e arquitetos é desenvolver projetos sustentáveis. O Desenvolvimento Sustentável foi apresentado pela primeira vez por volta da década de 80, citado no relatório Brundtland. Mas foi em 1992 que o conceito realmente ganhou forma no ECO-92, na Conferência das Nações Unidas que debateram sobre o meio ambiente.

Desde lá, a construção civil está se desenvolvendo para criar cada vez mais projetos que diminuam o impacto no meio ambiente. Para ser considerado sustentável, o projeto deve atender quatro requisitos: viabilidade econômica, adequação ambiental, justiça social e aceitação cultural.

Para poder atender esses requisitos, empresas do setor da construção civil perceberão que o alumínio era o material ideal para corresponder com o conceito de sustentável, inclusive sendo aplicado como solução dos "Green Buildings", como foi conceituado no 7º Congresso Internacional do Alumínio que aconteceu no último dia 7 de junho.

Hoje, cerca de 25% dos novos empreendimentos utilizam esquadrias de alumínios e empresas como a Sales Metal tem se dedicado para trazer novas formas deste material para atender toda a demanda da construção civil, como esquadrias , fachadas , portões , entre outras estruturas que podem ser empregadas o alumínio.

Hoje, 99% do alumínio utilizado na construção civil é fabricado no Brasil, mas esta demanda deve aumentar. Segundo a Associação Brasileira de Alumínio (ABAL), o Brasil é o nono maior produtor de alumínio primário, depois de China, Rússia, Canadá, Emirados Árabes , Austrália, Estados Unidos, Índia e Noruega e também o quarto produtor de bauxita, atrás apenas de Austrália, Indonésia e China. Além de ser o terceiro produtor de alumina, atrás de China e Austrália.

O Brasil deve crescer no setor de produção de alumínio, já que é uma solução para que a construção civil possa alavancar a economia do país novamente. Mas o governo precisa dar condições para produzir o alumínio primário. O Brasil tem a terceira maior reserva de Bauxita do mundo, mas é preciso incentivar a produção de alumínio primária.


Fonte: Terra
Autor: Da Redação

Publicado em: 17 de outubro de 2016

Pesquisa da USP utiliza pneus velhos para melhorar concreto

A borracha moída misturada à argamassa cimentícia proporciona mais tenacidade e capacidade de deformação

Um projeto realizado na Escola de Engenharia da Universidade de São Paulo (USP), em Lorena (SP), está reciclando a borracha de pneus velhos e misturando ao concreto. O objetivo é facilitar o aparecimento de propriedades diferenciadas na argamassa cimentícia, pois com a adição da borracha, o material final adquire mais tenacidade e capacidade de deformação.

De acordo com Clodoaldo Saron, professor da USP, a pesquisa teve início há três anos e ainda está em fase de desenvolvimento detalhado para compreender melhor a quantidade exata de agentes compatibilizantes entre a borracha e o concreto, bem como a integração mais adequada entre os materiais.

"O ponto chave da pesquisa até o momento é este. Apesar de já ter existido estudos de outra natureza, eles não tiveram a preocupação de integrar de fato as propriedades da borracha à matriz de cimento, o que é fundamental, pois trata-se de materiais de naturezas químicas diferentes. Então, se houver simplesmente a mistura da borracha no concreto, não resultará nesse mesmo efeito ligante", acrescenta Saron.

Embora a solução ainda não tenha sido testada em construções, o professor da USP acredita que esse concreto poderá ser utilizado na construção de calçadas que demandem maior absorção de impacto, na pavimentação de locais onde veículos pesados trafegam e na concretagem de regiões arborizadas, para evitar rachaduras ocasionadas pelas raízes das árvores. Ouça a entrevista completa feita pela USP com o professor Clodoaldo Saron.

Autor: Dellana Wolney
Publicado em: 21 de outubro de 2016
Confira: aqui


terça-feira, 1 de novembro de 2016

A nova agenda urbana e o papel das cidades na Agenda 2030

No dia 20 de outubro, as delegações presentes na Terceira Conferência das Nações Unidas sobre Moradia e Desenvolvimento Urbano Sustentável (Habitat III) adotaram a Nova Agenda Urbana, considerada uma extensão da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Para Joan Clos, diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), a nova agenda é ambiciosa e visa preparar o caminho para tornar as cidades e assentamentos urbanos mais inclusivos, garantindo o benefício da urbanização para todos os cidadãos, especialmente os mais vulneráveis.

Ao reconhecer que 70% da população mundial viverá em centros urbanos até 2050, pensar nas suas dinâmicas é um passo fundamental para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS). Por exemplo, esses mesmo centros são responsáveis, hoje, por 80% do Produto Interno Bruto (PIB) global, usam 80% da energia global e produzem mais de 70% das emissões de gases de efeito estufa. O novo acordo traz diversos elementos pró-sustentabilidade, tais como o aumento do uso de energia renovável, a implementação de sistemas de transporte mais ecológicos, a gestão sustentável dos recursos naturais, o respeito aos direitos de refugiados e migrantes, a implementação de iniciativas verdes, a redução das emissões de carbono, o gerenciamento dos resíduos sólidos nas cidades, entre outros.
Vale ressaltar que a assinatura da nova agenda não vincula os Estados-membros ou prefeituras a metas ou objetivos específicos, mas serve de parâmetro para o engajamento consciente para os próximos 20 anos, ao estruturar e transformar áreas urbanas em regiões mais seguras, resistentes e sustentáveis. Desde 2001, o Brasil conta com o Estatuto da Cidade, que reconhece o direito à cidade no país. Durante a Habitat III, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) publicou o relatório brasileiro, intitulado “O Estatuto da Cidade e a Habitat III: um balanço de quinze anos da política urbana no Brasil e a nova agenda urbana”.
De fato, a Agenda 2030 traz um emaranhado de metas e objetivos no plano local, forçando governos e sociedade civil a repensarem suas interações, principalmente em centros urbanos. Considerando-se o alcance de vários Objetivos do Milênio por países emergentes, o que potencializou o compartilhamento de experiências mediante a cooperação sul-sul nos últimos anos, não seria difícil visualizar no curto e médio prazo o reforço da paradiplomacia entre países do Sul, tendo em vista a combinação entre a nova agenda urbana, a ascensão de classes médias no Brasil, Índia e China e a Agenda 2030.
Fonte: Ceiri 

Matéria publicada no portal Estratégia ODS.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Semana Acadêmica de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo

Foi realizada entre os dias 27 e 28 de outubro, no Centro Universitário Ages (UNIAGES), em Paripiranga – Bahia, a Semana Acadêmica de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo. O intuito da semana era discutir a formação do perfil profissional dos acadêmicos, o evento contou com a presença dos conselhos profissionais, empresas do setor e profissionais atuantes no mercado.

Com palestras e debates, os alunos puderam analisar as tendências do mercado e definir estratégias de diferenciais para a sua inserção.

O evento foi realizado pela UNIAGES e coordenado pelos professores Herbert Melo, coordenador do curso de Engenharia Civil e Elso Moisinho, coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo, contando com a colaboração discente da Comissão Organizadora composta pelos alunos dos dois cursos. Prestigiaram o evento: Engª Luiza Caroline (CREA-SE); Diego Bispo e Lucas Miranda da (Votorantim Cimentos); Arquiteta Ana Libório; Engº Bruno Almeida.

Confira o Video:




Confira as Fotos:












































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