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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Semana Acadêmica de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo

Foi realizada entre os dias 27 e 28 de outubro, no Centro Universitário Ages (UNIAGES), em Paripiranga – Bahia, a Semana Acadêmica de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo. O intuito da semana era discutir a formação do perfil profissional dos acadêmicos, o evento contou com a presença dos conselhos profissionais, empresas do setor e profissionais atuantes no mercado.

Com palestras e debates, os alunos puderam analisar as tendências do mercado e definir estratégias de diferenciais para a sua inserção.

O evento foi realizado pela UNIAGES e coordenado pelos professores Herbert Melo, coordenador do curso de Engenharia Civil e Elso Moisinho, coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo, contando com a colaboração discente da Comissão Organizadora composta pelos alunos dos dois cursos. Prestigiaram o evento: Engª Luiza Caroline (CREA-SE); Diego Bispo e Lucas Miranda da (Votorantim Cimentos); Arquiteta Ana Libório; Engº Bruno Almeida.

Confira o Video:




Confira as Fotos:












































domingo, 30 de outubro de 2016

Lixão X Aterro Sanitário, tecnologia e sustentabilidade

Existe muita diferença entre o lixão e aterro sanitário, no lixão, os resíduos sólidos são depositados a céu aberto sem nenhum tipo de tratamento ou cuidado com o meio ambiente, você já para ou para pensar que depois que o lixo que produzimos em nosso dia a dia é recolhido nas portas de nossas casas achamos que o problema está resolvido, no entanto quase nunca se perguntamos para onde foi o lixo? Mas deveríamos nos perguntar, esse lixo vai para um lixão ou para um aterro sanitário?

Oque é Lixão?  

A pergunta deve ser feita porque o lixão é um criador de problemas para o meio ambiente, a céu aberto e sem nenhum tratamento adequado ele afeta diretamente a vida da
população provocando doenças, poluído o lençol freático com o chorume produzido, e colaborando para o aquecimento da terra com os gases que são lançados na atmosfera.
Isso significa que nos lixões os resíduos vindos de diversos lugares, como de residências, indústrias, hospitais e feiras, são simplesmente jogados, amontoados em grandes depósitos a céu aberto que geralmente ficam longe dos centros urbanos, apresentando-se como uma falsa solução à população.

Aterro Sanitário tecnologia e sustentabilidade
O Aterro Sanitário é a forma de disposição final mais conhecida mundialmente. Deve ser projetado para receber e tratar o lixo produzido pelos habitantes de uma cidade, com base em estudos de engenharia, para reduzir ao máximo os impactos causados ao meio ambiente e evitando danos a saúde pública.
Modelo de Aterro Sanitário Controlado

A disposição de resíduos sólidos orgânicos em aterros sanitários exige cuidados adicionais na concepção do projeto, assim como na manutenção e operação de um aterro sanitário. No processo de decomposição dos resíduos sólidos, ocorre a liberação de gases e líquidos (chorume ou percolado) muito poluentes, o que leva um projeto de aterro sanitário a exigir cuidados como impermeabilização do solo, implantação de sistemas de drenagem eficazes, entre outros, evitando uma
possível contaminação da água, do solo e do ar.
Para ser qualificado como Disposição final ambientalmente adequada, o aterro sanitário precisa se encaixar perfeitamente no conceito da Política Nacional de Resíduos Sólidos-PNRS que defini como disposição final ambientalmente adequada como sendo a “distribuição ordenada de rejeitos em aterros, observando normas operacionais específicas, de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos.”
Portanto para ser chamado de aterro sanitário são necessários no mínimo as seguintes características a central:
Unidades Operacionais:
·         Possibilidade de alojamento em células especiais para vários tipos de resíduos;
·         Células para rejeitos oriundos do lixo domiciliar;
·         Células de lixo hospitalar (caso o Município não disponha de processo mais efetivo para dar destino final a esse tipo de lixo);
·         Isolamento inferior não permitindo que o chorume atinja os lençóis freáticos;
·         Sistema de coleta e tratamento dos líquidos percolados (chorume), resultante da decomposição da matéria orgânica;
·         Sistema de coleta e tratamento dos gases do aterro;
·         Isolamento superior evitando contaminação do ar e atração de animais que se alimentem dos resíduos orgânicos
·         O isolamento superficial (superior) deve ser feito diariamente
·         Sistema de drenagem pluvial para evitar que a água da chuva penetre no aterro e dessa forma gere ainda mais chorume.

Coco ajuda a projetar edifícios antiterremoto

Duro na queda
Engenheiros e cientistas dos materiais da Universidade de Freiburg, na Alemanha, juntaram-se para tentar explorar a estrutura natural do coco em benefício da arquitetura e da construção civil.
Coqueiros podem ter 30 metros de altura, o que significa que, quando os cocos maduros caem no chão, suas paredes têm de suportar o impacto para que eles não rachem.
Para proteger a semente lá dentro, o coco tem uma estrutura complexa formada por três camadas principais: a casca externa que lembra a estrutura do couro, um mesocarpo fibroso e um resistente endocarpo interno em torno da polpa que contém a plântula em desenvolvimento.
"Analisando o comportamento de fratura das amostras e combinando isso com o conhecimento sobre a anatomia da casca obtida por microscopia e tomografia computadorizada, estamos identificando as estruturas mecanicamente relevantes para absorção de energia," explicou Stefanie Schmier, membro da equipe.
Desvio das fraturas
Os dados revelaram que, dentro do endocarpo - que consiste principalmente de células altamente lignificadas - os vasos que compõem o sistema vascular do fruto têm um design diferente, parecido com uma escada, responsável por suportar as forças de flexão.
Cada célula é rodeada por diversos anéis lignificados, unidos por pontes paralelas - a lignina é uma molécula associada à celulose na parede celular para dar rigidez aos tecidos vegetais.
A equipe acredita que é o ângulo desses vasculares que ajuda a "desviar" a trajetória das fissuras - quanto mais tempo uma rachadura tem que viajar para dentro do endocarpo, mais provável é que ela vai parar antes de chegar ao outro lado.
Prédios antiterremoto
A equipe acredita que essa angulação especial dos feixes vasculares no endocarpo do coco pode ser aplicada ao arranjo de fibras têxteis no interior do concreto para permitir a deflexão de fendas e rachaduras, evitando o colapso da estrutura.
"Esta combinação de uma estrutura leve com uma elevada capacidade de dissipação de energia é de interesse crescente para proteger edifícios contra terremotos, quedas de rochas e outros perigos naturais ou provocados pelo homem", disse Stefanie.


Fonte: Inovação e Tecnologia

Grafeno é apenas o começo no universo dos materiais unidimensionais

Muito se tem falado sobre o grafeno, protagonista de uma onda tecnológica que poderá levar ao desenvolvimento de computadores ultrarrápidos, transistores com a espessura de átomos, dispositivos médicos mais seguros ou aparelhos eletrônicos flexíveis que podem ser dobrados e colocados no bolso. Tudo isso e muito mais.
O potencial do versátil material derivado do grafite tem como base propriedades como a dureza (200 vezes mais que o aço), associada à extrema leveza e espessura atômica, e à capacidade de conduzir calor e eletricidade melhor do que qualquer outro material conhecido.
Além do grafeno
Mas o grafeno não está sozinho.
Ele é apenas um entre muitos novos materiais chamados de bidimensionais - por serem formados por camadas planas e simples de átomos ou moléculas - que chegam juntos com o potencial de iniciar uma revolução científica e tecnológica de dimensões imprevisíveis.
Embora a molibdenita - outro material considerado bidimensional, embora seja monocamada, e não monoatômico - já tenha ultrapassado o grafeno no campo das aplicações eletrônicas, o fato é que a grande maioria desses materiais ainda é desconhecida.
"Há muitos a serem descobertos e estudados. Não dá nem para dizer que estamos na ponta do iceberg. O número de sistemas bidimensionais é imenso e só agora estamos olhando para eles", explica o físico brasileiro Antônio Hélio de Castro Neto, atualmente na Universidade Nacional de Cingapura.
Castro Neto foi o principal descobridor da conversão da eletricidade em magnetismo pelo grafeno, além de participar da equipe que demonstrou que o grafeno pode ligar e desligar o magnetismo.
Heteroestruturas
Castro Neto destaca o dissulfeto de molibdênio e o fosforeno, formado por folhas simples de fósforo e com propriedades semicondutoras. Outras equipes estão trabalhando também com estaneno, germaneno e siliceno.
"Há também as heteroestruturas tridimensionais, cujo campo, ainda em sua infância, também será muito grande e com enorme valor econômico por causa do potencial de
Muitos desses novos materiais têm propriedades complementares e poderão ser empregados em conjunto com o grafeno, em um número de combinações teoricamente ilimitado. Por exemplo, recentemente se demonstrou que a junção de grafeno e molibdenita pode gerar tanto LEDs, quanto células solares.
"Esses novos materiais têm propriedades ópticas não triviais. Eles são finos e macios, como membranas, e não como os sólidos conhecidos. Sua maciez reflete em suas propriedades eletrônicas. Eles têm superfícies puras, sem irregularidades e suas propriedades eletrônicas podem ser modificadas pela aplicação de forças. Podemos esticá-los ou modificá-los quimicamente. Um dos grandes ganhos de quando se trabalha com esses materiais é a funcionalização química", destacou Castro Neto.
Dificuldades de engenharia
O pesquisador acrescentou que um dos grandes desafios da pesquisa com esses novos materiais bidimensionais é a dificuldade de produzi-los, seja em laboratório ou ainda mais em escala industrial.
"A esfoliação leva muito tempo. Estamos esperando que os engenheiros criem novas tecnologias capazes de manipular mecanicamente esses cristais bidimensionais. Acho que a robótica poderá ajudar muito nesse sentido", disse.
"A ciência da computação também terá um papel fundamental nessa exploração, sem dúvida alguma. Como estamos falando de materiais complexos, não podemos fazer modelamentos simples. Se não tivermos poder computacional, não saberemos o que está ocorrendo," concluiu Castro Neto.
Com informações da Agência Fapesp 

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